dez 13

Originalmente, “Kimono” é a palavra japonesa para roupa. Mas, há questão de alguns anos, a palavra passou a ser usada para se referir especificamente a uma tradicional roupa japonesa.

Os Kimonos, como conhecemos hoje, surgiram durante o período Heian (794-1192). Desde o período Nara (710-794), até então, os japoneses usaram basicamente conjuntos para separar as peças de cima e as de baixo (calças ou saias), ou peças únicas. Mas no período Heian, uma nova técnica de confecção do kimono foi desenvolvida. Conhecido como o método de corte em linha reta, envolveu o corte de peças de tecido em linhas retas e a costura em uma peça única. Com esta técnica, os fabricantes de kimono não precisavam se preocupar com a forma do corpo dos diferentes usuários.

O método de corte em linha reta ofereceu muitas vantagens aos kimonos. Eles eram fáceis de pregar e muito adequados para qualquer temperatura: poderiam ser usados em camadas para aquecer no inverno, e poderiam ser feitos em tecidos leves, tornando-se confortáveis para o verão. Essas vantagens ajudaram os Kimonos a fazer parte do cotidiano dos japoneses.

Com o passar do tempo, conforme o hábito de usar kimonos em camadas virou moda, os japoneses começaram a prestar atenção no modo como Kimonos de diferentes cores ficariam unidos e desenvolveram uma grande sensibilidade para cores. Basicamente, as combinações de cores representam tanto as cores da estação quanto as classes políticas às quais cada um pertencia. Foi durante esse tempo, que o que conhecemos como “combinação de cores tradicional japonesa” foi criada.

Durante os períodos Kamakura (1192 - 1338) e Muromachi (1338 - 1573), tanto homens como mulheres usaram kimonos brilhantemente coloridos. Os guerreiros vestiam-se com cores que representavam seus líderes e, algumas vezes, o campo de batalha era tão ostentoso quanto um desfile de moda.

Durante o período Edo (1600 - 1868), o clã do guerreiro Tokugawa reinou sobre o Japão. O país estava dividido entre os domínios, liderado pelos senhores feudais. Os samurais de cada domínio eram identificados pelas cores e modelos de seus “uniformes”, que eram constituídos por: um kimono, uma peça sem mangas conhecida como kamishimo, usada sobre o kimono, e um hakama, uma calça parecida com uma saia dividida. O kamishimo era feito de linho, engomado para definir melhor os ombros.

Com tantas roupas para samurais precisando ser feitas, os fabricantes de kimono foram aperfeiçoando sua destreza e sua fabricação transformou-se em uma forma de arte. Os kimonos tornaram-se cada vez mais valiosos e os pais começaram a guardá-los para seus filhos, como uma herança de família.

Durante o período Meiji (1868 - 1912), o Japão foi fortemente influenciado por culturas estrangeiras. O governo encorajou as pessoas a adotarem os hábitos e o estilo de se vestir do Oeste Americano. O governo oficial e os militares foram obrigados por lei a usarem esse estilo de roupa para as funções oficiais (essa lei não tem mais efeito atualmente). Para os cidadãos comuns, era uma exigência usar kimono nas ocasiões formais com peças decoradas que trouxessem o escudo da família, para identificar sua procedência.

Nos dias de hoje, os japoneses raramente usam kimonos no dia-a-dia, reservando-os para ocasiões como casamentos, funerais, cerimoniais, ou outros eventos especiais, como festivais de verão.

O uso do kimono para prática do karate ou outras artes marciais que o adotam como vestimenta é expressamente importante para o boa apresentação da arte. Claro que não podemos esquecer de que os kimonos de hoje em dia são confeccionados exatamente para tal prática, portanto já testado e aprovado para facilitar a mobilidade do praticante durante os exercícios específicos. No karate em especial pode-se encontrar diferentes tipos de tecidos e materiais utilizados para confeccionar os kimonos. Poliéster, algodão, diferentes tipos de lona, microfibra, enfim, uma imensa variedade que permite ao próprio praticante escolher qual a melhor opção e em que tipo de material ele melhor se adapta.

VOU COMPRAR UM KIMONO, O QUE DEVO OBSERVAR? Read the rest of this entry »

dez 5

Oito dicas inteligentes e sustentáveis para aplicar em casa

Cuidar das roupas é uma tarefa difícil e necessária em todos os lares. Para transformar esse trabalho em uma prática mais sustentável, confira oito dicas simples que poderão ser aplicadas em qualquer lar!

1 - Use produtos naturais

Não sabe o que fazer para retirar aquela mancha de tinta da camisa? A solução pode estar na cozinha. Misture leite e amido de milho até formar uma pasta e aplique na mancha. Deixe secar e lave. A mancha desaparecerá de forma natural. A mesma mistura pode ser utilizada para remover manchas em carpetes e tapetes.

2 - Acumule as roupas

Use o máximo da capacidade da máquina de lavar. Com isso você estará poupando energia, água e produtos químicos que geralmente são utilizados junto com a lavagem.

3 - Lave com água fria

Quando for lavar suas roupas na máquina, escolha ciclos de lavagem que utilizem água fria. O resultado obtido para a maioria das roupas será tão bom quanto o de uma lavagem com água quente e ainda reduzirá o consumo de energia.

4 - Prefira o sabão em pedra

Prefira usar sabão em pedra em vez de detergente. Apesar de ‘biodegradáveis’, os detergentes são grandes poluidores da água. O fosfato presente no produto é o elemento básico para a reprodução das algas, o que eleva o consumo de oxigênio da água e provoca o aumento da mortandade de peixes.

5 - Economize ao lavar no tanque

Se for lavar a roupa na mão, feche o tanque, coloque as roupas de molho em água e sabão e só use água corrente para enxaguar. Enquanto estiver ensaboando as peças, mantenha a torneira fechada e procure não utilizar sabão nem outros produtos em excesso. Além de evitar um número maior de enxágues, você reduzirá a contaminação daquela água por produtos químicos. Read the rest of this entry »

nov 24

Pode ser uma sandália, uma sapatilha, um oxford, um peep-toe ou até mesmo uma rasteirinha, se elas forem vermelhas, você e suas roupas estarão salvas! É que apesar da cor vibrante e chamativa, os sapatos vermelhos são espécies de coringas no guarda-roupa feminino. Especialmente agora, após a onda color block, em que coordenar as cores dos acessórios com os sapatos deixou de ser um hábito.

Mas ser coringa não significa que a referência é aquele tipo de sapato que passa despercebido, mas sim aquele que fica lindo com qualquer visual, mesmo com toda a sua cor.

O segredo é que o vermelho chama atenção para os pés e ainda dá uma boa dose de graça às roupas. É só fazer o teste (mesmo que de maneira imaginária): coloque um vestido de poás (tendência da estação, lembram?) azul-marinho, escolha uma bolsa clarinha e um sapato preto. Agora, troque o preto por um modelo vermelho. O efeito é imediato, não? Outro caso em que fica óbvio o poder do sapato vermelho é ao lado de peças lisas, sejam elas brancas, pretas ou mesmo jeans.

Na hora de calçar o seu vermelho eleito, lembre-se apenas do bom exemplo dado pela tendência color block e não combine cinto e bolsa com o sapato! Tons de bege, branco e até mesmo outras cores fazem ótima parceria com a cor. Já o preto pode pesar um pouco, especialmente agora que é verão. Fica a dica! Curtiram?

Fonte: http://www.bottero.net



nov 17

por Paula Perdiz

Estilista da marca Mademoiselle Chi Chi cria tecido a partir do leite

Já imaginou vestir uma roupa fabricada com uma fibra feita a partir do leite? Apesar de um tanto inusitada, essa é a proposta da designer alemã Anke Domaske, que criou um tecido ecológico criado a partir da proteína do leite, chamado de QMilch.

Com uma textura bem semelhante à seda, a fibra foi desenvolvida por meio da caseína (proteína encontrada no leite) não requer muitos químicos em sua produção, o que o torna ecologicamente correto. De acordo com informações da agência Reuters, outro benefícios advindo com o uso do tecido é o fato dele ser antibacteriano e antienvelhecimento, além de auxiliar a circulação da corrente sanguínea e temperatura corporal.

A técnica para a criação da fibra não é muito complicada e, segundo a estilista explicou à Reuters, “a caseína é extraída do leite em pó, aquecida com outros ingredientes naturais em uma máquina moedora, na qual a fibra sai em forma de cordões prontos para serem fiados até ficarem no formato e textura de uma linha.

O tecido que não tem nenhum odor ou prazo de validade pode ser lavado normalmente, pois o processo de aquecimento faz com que as moléculas se agreguem de forma que a decomposição não acontece.

Achou a criação um pouco estranha? Saiba que a fibra de leite existe desde de 1930, mas nunca foi feita de forma sustentável, já que uma série de procedimentos químicos eram necessários. Só que, dessa vez, parece que a estilista e ex-estudante de microbiologia, acertou ao criar um modelo de fibra que elimina totalmente esses processos.

Para quem não conhece, Anke Domaske é a criadora da grife Mademoiselle Chi Chi (MCC), que veste celebridades como Mischa Barton e a cantora Ashlee Simpson.

Fonte: http://msn.bolsademulher.com



nov 10

Selecionamos os principais tipos de bolsas que vão reinar nesta estação

Foi-se o tempo em que era preciso esperar meses para ter no seu guarda-roupa as principais propostas das passarelas. Internet, fast fashion e consumidores cada vez mais ávidos por novidades pisaram fundo no acelerador da indústria fashion que já começa a disponibilizar alguns dos modelos-chave para o verão 2012. De olho no que já começa a aterrissar no mercado, selecionamos os 5 tipos de bolsa essenciais para esta temporada.

Envelope

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Bolsas envolpe de Oscar de La Renta, Nina Ricci e Céline (Agência Fotosite)

Corre para o closet da sua mãe ou da sua avó (ou então para o brechó mais próximo) que este modelo que já foi sucesso no passado (alô anos 1950) e está de volta para o verão 2012. Simples, prático e todo geométrico, aparece para ser carregado nas mãos ou debaixo do braço, quase como uma versão de trabalho de sua clutch de festa.

Estilo Lady Like

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Bolsas lady like da Fendi, Marni e Prada (Agência Fotosite)

Ok, os anos 1950 (e o comecinho dos 1960) trouxeram uma série de valores femininos e delicados para moda deste verão e, obviamente, as bolsas acompanham tal movimento. Embaladas pelos seriados de época como Mad Men e, mais recentemente, Pan Am (a gente vai falar mais sobre isso logo mais), aparecem as bolas de formato retrô, com alças curtas, às vezes com pequenas subversões de estilo. Read the rest of this entry »

nov 3

sapatos-vermelhos1

Um dos pares de sapatos brilhantes usados por Judy Garland em O Mágico de Oz será leiloado em Los Angeles no final do ano.

Os famosos calçados vermelhos do filme de 1939 já não estão mais no Kansas, e quem tiver pelo menos dois ou três milhões de dólares (entre 1,5 e 2,2 milhões de euros) pode tê-los na sua estante. Para isso, basta arrematar um dos lances do leilão oferecido pelo Profiles in History, no dia 18 de dezembro.

A raridade faz parte do catálogo da atriz Debbie Reynolds, proprietária de uma coleção de modelos (vestidos e acessórios) que marcaram a história do cinema, e sem dúvida, da moda. Entre as peças de destaque da sua coleção estão o vestido branco de Marilyn Monroe, o longo preto & branco que Audrey Hepburn usou em My Fair Lady, e o chapéu-coco de Charlin Chaplin. De acordo com o jornal britânico The Guardian, estes foram precisamente os sapatos usados para a cena em que Dorothy (Judy Garland) bate com os calcanhares e pede para voltar para casa, no Kansas.

Sabe-se que apenas quatro pares destes sapatos vermelhos cintilantes sobreviveram desde a realização do filme de Vitor Fleming. Um par está em exibição na exposição ‘Ícones da Cultura Americana’, no Museu Nacional de História Americana, em Washington, outro faz parte de uma colecção privada, longe do olhar curioso do público e um terceiro par foi roubado em 2005 do Museu Judy Garland, no Minnesota, e é improvável que seja recuperado.

Fonte: http://www.barbarakras.com.br/



out 27

A onda de calor que varreu o oeste da Rússia, no verão de 2010, fez com que as temperaturas de Moscou chegassem a 40ºC. A condição sufocante do clima gerou uma série de incêndios florestais e devastou as lavouras de trigo do país. Como as autoridades russas ordenaram a suspensão da exportação do trigo, o valor mundial do alimento chegou a subir 30%, e também causou efeitos nos mercados de soja e milho. Essa experiência avassaladora com a produção do trigo serviu de lembrete de como o sistema mundial de alimentos está sujeito às variações do clima.

Questões como essa, que envolvem clima e agricultura, estão presentes no relatório “Estado do Mundo 2011 - Inovações que Nutrem o Planeta” (em inglês), divulgado no início do ano pelo Worldwatch Institute (WWI). A publicação agora foi traduzida para o português, pelo Instituto Akatu.

A publicação destaca 15 projetos sustentáveis de especialistas em agricultura e inovações, em um guia de como ter aumento de investimentos no setor agrícola e formas eficientes de minimizar a fome. “O progresso demonstrado neste relatório irá prover informações aos governos, formuladores de políticas, ONGs e doadores que tentam frear o avanço da fome e da pobreza, fornecendo um guia claro para expansão ou replicação destes sucessos em qualquer lugar”, afirmou o presidente do Instituto Worldwatch, Christopher Flavin.

Um projeto em destaque é o cultivo de alimentos por crianças em idade escolar, uma estratégia eficaz de redução da fome e da pobreza em nações africanas. Além disso, tal modelo possibilita a redução do desperdício e a oportunidade de famílias economizarem dinheiro.

Outro exemplo dado é na área de inovação tecnológica: pastores da África do Sul e do Quênia preservam variedades de gado adaptadas ao calor e seca das condições locais. Essas características são cruciais conforme os extremos climáticos pioram no continente, já que a África tem a maior área mundial permanente de pastagem e o maior número de pastores, com cerca de 15 a 25 milhões de pessoas dependentes do gado.

Em termos gerais, a publicação mostra que as questões agrícolas mundiais vão muito além do problema imediato da fome e precisam de especial atenção. O documento foi produzido pelo projeto do WWI, “Nutrindo o Planeta”, que teve acesso sem precedentes às maiores instituições agrícolas de pesquisa internacionais, assim como agricultores locais e sindicatos agrícolas.

Fonte: http://www.ecodesenvolvimento.org.br



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